Crianças que mentem: como lidar com elas?

Tempo de leitura: 6 minutos

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Seu filho entrou para o time de crianças que mentem? Saiba o que fazer para incentivá-lo a dizer a verdade.

Embora seja um hábito um tanto quanto questionável, todas as pessoas mentem. Quem nunca mentiu para evitar magoar alguém que gosta, se livrar de situações embaraçosas ou em benefício próprio? A mentira faz parte do cotidiano e da vida em sociedade e, ao longo do tempo, tornou-se um comportamento aceitável (até certo ponto).

De qualquer forma, incentivar este tipo de conduta nunca é bom. Sobretudo se tratando das crianças. Mas o que fazer quando os pequenos já começaram a mentir? Como lidar com crianças que mentem? Para responder a essas perguntas, convidamos você a continuar conosco.

Crianças que mentem: por que esse comportamento ocorre?

Para lidar com crianças que mentem é preciso, antes de mais nada, entender o porquê desse comportamento.

Até os 7 anos, a criança mente de forma não intencional – por não saber separar fantasia e realidade. Essa é, inclusive, a única fase em que a mentira é considerada algo saudável, pois faz parte do desenvolvimento cognitivo e emocional da garotada.

A partir dos 7 anos, a mentira torna-se intencional, ou seja, é quando os pais e educadores devem ficar atentos. Durante esse período, a criança já adquiriu noções de valores sociais e entende a diferença entre verdade e inverdade, bem como a consciência de seus atos. Por isso, a importância de ficar atento(a).

Em relação aos motivos, não existe um padrão. Depende de cada individuo e do ambiente em que ele está inserido. Geralmente, atitudes mentirosas acontecem por medo de broncas ou castigos, elevação de autoestima, fugir das responsabilidades ou porque veem os pais mentindo o tempo todo.

Essa é, inclusive, uma das principais características da mentira infantil: repetição e interpretação. Se a criança vê os pais usarem a mentira como instrumento principal de socialização, ela tende a repetir o hábito.

SINAL DE ALERTA: o ato de mentir pode se tornar patológico quando a criança utiliza-se dela de maneira pensada e intenções escusas que podem ser usadas para prejudicar outras pessoas ou simplesmente por prazer.

A mentira em cada fase

Crianças que mentem não são todas iguais. À medida em que nossos filhos crescem e se desenvolvem, o motivo da mentira na infância muda. Por isso, é imprescindível saber como lidar com o problema em cada fase. Assim, as medidas a serem tomadas serão mais efetivas. Confira:

  • 2 e 3 anos

Por ser muito pequena, a criança ainda não tem absoluta consciência do que é verdade ou não. Quando seu filho rabisca as paredes, por exemplo, tente não confrontá-lo perguntando se ele rabiscou as paredes. Em vez disso, diga: “Poxa, acabei de ver que as paredes da nossa casa estão rabiscadas”. Nessa hora, tente ajustar o tom de voz para ele se dar conta de que há dúvida nela. Assim, você consegue mostrar que ele está mentindo e o ajuda nessa diferenciação.

Uma boa medida também é comprar livros infantis que falem sobre a mentira ou que trabalhem a importância da honestidade. Leia para ele e tente explicar, na medida do possível, que mentir nunca é bom.

  • 4 anos

A partir dos 4 anos, a criança já consegue verbalizar melhor o que deseja e já começa a mentir com uma certa frequência. Nesse momento você pode começar a ser mais direto(a) e começar a explicar o que é mentira e o porquê de ela ser ruim.

Essa conversa deve ser curta e objetiva, sempre frisando por que a honestidade é importante.

Ele mentiu? Em resposta você pode dizer: “Algo me diz que você não está falando a verdade. Tente de novo.”

  • 5 a 8 anos

Crianças em idade escolar costumam contar mais mentiras relacionadas ao ambiente escolar. Nessa idade, ainda é difícil para seu filho administrar as mentiras e os motivos que o levam a elas. Sendo assim, dialogue com a criança e procure dar feedbacks positivos sempre que ele for honesto.

Não se esqueça de dar o exemplo, pois nessa idade as crianças são muito observadoras.

  • 9 a 12 anos

Com um pezinho na pré-adolescência, seu filho já compreende o conceito da verdade e a importância de ser honesto. No entanto, ele se tornará melhor em sustentar as mentiras.

Nesta etapa também é comum que as crianças passem a omitir certas coisas de sua vida, que antes não tinham problema nenhum em compartilhar com os pais. Porém, não entenda essa atitude como desonesta. Na realidade, essa é mais uma fase do desenvolvimento dele.

De qualquer forma, não deixe de manter um canal de diálogo com seu filho, deixando claro o quanto mentiras o(a) desagradam. Aproveite para ensiná-lo sobre as consequências de atitudes mentirosas.

E como faço para saber se ele está mentindo?

Crianças que mentem dão sinais de que estão mentindo. Saiba como identificar:

  • Contato visual incomum

Crianças pequenas tendem a não olhar nos olhos dos pais quando estão mentindo. Já no caso dos maiores, acontece o contrário: eles fixam os olhos na pessoa. Ambos os casos são indicativos de que a história não é como parece.

  • Repetição

Para ganhar tempo, as crianças costumam repetir a pergunta na hora de responder. Atente-se a isso.

  • Tocadinha no rosto

Na hora de te contar algo ou explicar uma situação seu filho mexe muito nas orelhas, mexe o nariz ou faz gestos similares? Sinal de mentira…

  • Dê olho nas inconstâncias

Quando a criança fala uma coisa e logo depois diz outra, se contradizendo, é sinal de que ela está mentindo.

  • Ih… Ficou na defensiva?

Desconfie quando a criança ficar na defensiva quando você confrontá-la sobre uma atitude ruim. Se fazer de coitada é um bom exemplo.

  • Piscar demais ou quase não piscar

O nervosismo é comum na hora de mentir. Isso faz com que a criança pisque demais enquanto fala ou quase não pisque.

  • Não parar quieto

Se seu filho fica muito inquieto – mexendo as mãos, os pés etc – é sinal de que o que ele está contando não é verdade.

  • Mudar o jeito de falar

Falar muito agudo? Hesitar na hora de falar? Hmmm… Cheirinho de que ele não está sendo verdadeiro.

As crianças são como esponjas. Por isso, não se esqueçam de dar sempre o exemplo, certo?

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